Instituto de Educação e Cultura Gunga

"Os Mestres de capoeira dizem que GUNGA é a palavra africana, enquanto BERIMBAU é o nome português."

(Shaffer 1997, O Berimbau-de-barriga e seus toques")

Na República do Congo foi relatada a utilização do lungungu em contextos espirituais e de meditação, ajudando as transições de um estado a outro da consciência. Sempre que havia um problema importante a ser resolvido na comunidade, os mais velhos tocavam o lungungu para pensar a respeito da melhor solução.

Na Capoeira Angola, o gunga é um dos três berimbaus que compõem a bateria que acompanha a roda de capoeira, e é o berimbau mais importante. É através dele que seu tocador, geralmete um dos mais experientes e sábios – assim como o tocador de lungungo – dirige a roda da capoeira. O som do gunga é grave, melodioso e doloso e ecoa dentro e fora da roda da capoeira.

O Instituto de Educação e Cultura Gunga (IGUNGA) tem por finalidade desenvolver ações de caráter social, cultural e educativo, de defesa de direitos, assistência social, visando o resgate e a preservação da cultura afro-brasileira, a promoção social e garantia dos direitos humanos, no que tange, em especial, a criança e o adolescente, a família, a comunidade, os grupos vulneráveis e portadores de necessidades especiais com o objetivo de promover relações sociais mais dignas e humanas.

As atividades desenvolvidas pelo IGUNGA tem como base Lei 10639/03, sancionada pelo Presidente Lula em 2003 e regulamentada pelo parecer CNE/CP 003/2004 e pela Resolução CNE 01/2004 que institui o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas de Educação Básica.